segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Chegou a hora de desligar...

A "plaquinha" já disse tudo!

8 meses depois e cá estamos nós, eu e meu blog, dando tchau! Pois é, caros leitores, esse é o derradeiro post do dgp. É hora de parar as máquinas, recolher as coisas, limpar o lugar e o último que sair apaga a luz!

Mas eu não estou saindo porque acabou a fonte de assuntos. Não! Como eu já disse antes, de forma permanente no texto de boas vindas do blog, o "lindo mundo da comunicação" é uma fonte inesgotável de temas. Esse ano, em especial, já se mostra como um daqueles em que vai se falar de tudo um pouco, já que ocorrerão eleições, copa do mundo, olimpíadas de inverno, briga de emissoras, estreias na tv e no cinema e por aí vai. Seria um ano perfeito para o dgp!

Seria, não fosse por um detalhe: daqui a alguns dias eu estarei viajando para o Paraná, para servir como missionário em Londrina e adjacências (caramba, tava louco pra usar essa palavra aqui!!! =D). Como a missão exige dois anos de dedicação integral, não poderei dar o mínimo de atenção para esse blog. Como quase tudo na vida, chegou a hora de deixar o dgp, meu "filho", para trás.

Não fique triste com isso (alguém ficou triste?!?!? Diz que sim, diz que sim!!). Dois anos passam rápido. E, pra evitar a tristeza coletiva, o dgp não vai ser deletado, editado, apagado, cancelado ou qualquer outra coisa que tire-o do ar! Todos os mais de 70 posts vão continuar aqui, à disposição de todo mundo! Aliás, tenho até uma sugestão pra você que está lendo esse post agora: se você ler dois textos por mês, vai acabar lendo 24 posts e depois disso voilá, estou de volta! Só há um porém. Eu não sei se continuo com o dgp ou faço um novo blog do zero. Mas, isso é algo a ser decidido depois, em 2012!

Confesso que vou sentir falta de muitas coisas, como a busca incessante pelas pautas a serem abordadas aqui, a busca tão incessante quanto pelas imagens para ilustrar os posts (algumas levaram horas para serem escolhidas!), as duas horas mínimas pra escrever cada texto e, principalmente, os comentários que recebi. Aliás, os comentários que o dgp recebeu!

Eu preciso dizer uma coisa a respeito dos comentários postados aqui: eu gostei e gosto muito de cada um deles! Desde aqueles que elogiavam até os que traziam algum "toque", dica ou até mesmo uma correção severa a ser feita. Pra minha felicidade, os leitores desse blog são pessoas muito inteligentes! Isso deixa qualquer blogueiro feliz! E, se me permitem, tenho que dizer que a maioria dos comentários foram elogiosos, o que me deixou mais feliz ainda!

Pra você que leu e comentou em pelo menos um post, meu muito obrigado (eu poderia dizer todos os nomes mas, para evitar injustiças, não vou fazer isso)! Pra você que só leu, muito obrigado também! Pra você que caiu aqui por engano (vá por mim, visitas de 0 segundos não passam de enganos), muito obrigado da mesma forma, já que os pageviews também contam! Pra minha família da UFAL, que me deu uma mão aqui no blog e nos "dgCAST", além de recomendar esse blog em suas páginas, meu muitíssimo obrigado!! Preciso mandar um obrigado especial para Diego Reigoto, do Polaróides Críticas, que colocou o dgp entre os seus blogs recomendados!! Obrigado também aos "cidadãos do mundo" que também deram o ar da graça por aqui. E, um obrigado especial para duas pessoas, que plantaram a ira nesse blog: Neves, que é fã da Stéfhany (leave the Cross Fox Girl alone!) e o "anônimo", que ganhou espaço no último post, depois de ter se revoltado contra mim e meu blog (vai saber a razão... =P).

Isso não é um adeus! É melhor encarar esse post como um até logo. 2012 chega rápido! Então, até daqui a dois anos, "eleitores do dgp" (em referência ao que eu disse no dgCAST #0 kkkkkkk).

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Isso é que é ter um blog?"

Pra que que serve?!?!

O título desse post foi a pergunta que me fizeram num comentário aqui no dgp, no post em que eu falei sobre o que deveria ou não ser mostrado num telejornal. Na metade do caminho, o assunto respingou um pouco na ética. Daí deu-se a confusão! O autor da pergunta não se identificou (preferiu ficar no anonimato), mas levantou uma questão interessante... ao menos para esse que vos escreve.

Teoricamente, creio eu, um blog serve para que seu autor possa se expressar livremente, colocar pra fora o que se passa em sua cabeça, tentar juntar sua opinião com a dos outros, formar opinião ou ao menos deixar claro qual o seu posicionamento sobre determinado assunto. Se não for isso, o autor de um blog pode simplesmente querer mostrar os textos que escreve para as pessoas, ver se desperta em alguém o interesse em mundos imaginados por ele, em seus problemas pessoais ou simplesmente sobre o que anda fazendo da vida, como num bom bate papo... só que sem a parte do olho no olho!

No caso do dgp, esse blog que agora você lê (rimou!) eu, na maioria das vezes, mostro minha opinião sobre o que anda acontecendo no mundo da comunicação. Por vezes eu me desviei desse assunto pra falar de outras coisas que gosto, como games, mas sempre mantendo o mote principal desse espaço: minha opinião. Em outras palavras, esse foi o caminho que resolvi seguir aqui e, pra avisar os marinheiros de primeira viagem, coloquei isso de forma muito clara no texto de boas vindas, que está permanentemente do lado direito da página. Aliás, só pra mostrar que eu nunca me desviei disso, esse texto é o mesmo desde a estreia do blog! Só a formatação mudou um pouco, assim como o título.

Respondida a primeira questão, vamos a outra que está implicita na primeira. Se o blogueiro pode falar o que bem entender em sua página, também deve estar disposto a ouvir qualquer tipo de crítica, construtiva ou não, sobre o que escreve. Se a crítica for construtiva, ele tenta usá-la para crescer como escritor, já que os textos são escritos para as outras pessoas lerem e não para o próprio autor, como diria um antigo professor meu. As críticas baseadas em alguma coisa que não seja a construtividade devem ser lidas também, mas descartadas da mente (dependendo do caso, devem sumir do blog) logo em seguida, para evitar "rusgas" e "rugas" desnecessárias, sabe?!

Não pense que o leitor está isento de qualquer limite e pode sair por aí xingando e falando palavrão como um bêbado no balcão do botequim depois de 5 doses de alguma coisa bem alcoólica! Nós que mantemos blogs esperamos o mínimo de senso crítico de quem os lê! Algumas pessoas partem pra baixaria, diminuindo o autor, a ponto de chamá-lo de qualquer coisa, menos de bonito. Alguns autores merecem esses tratamento (como um antigo colunista escroto do ADTV, um blog sobre televisão), mas mesmo assim o comentário precisa ser baseado em alguma coisa concreta. O blogueiro não tem culpa se a sua namorada fugiu com o circo e trocou você pelo chimpanzé amestrado! Sendo assim, não venha descontar sua raiva na blogosfera!!

Existe toda uma relação entre o autor do blog e quem o lê. Se essa relação for respeitosa, todos saem ganhando. A crítica que eu recebi, por exemplo, tinha vários pontos interessantes. Alguns deles, inclusive, já foram percebidos por mim mesmo. Porém, o autor resolveu usar de uma ironia muito fina e explícita (percebeu a incoerência?!) pra se referir aos textos do dgp. Como eu sei disso?! Ora, eu também sou irônico aqui na maioria das vezes!! Mesmo assim, gostei da crítica. Vou usá-la pra mudar algumas coisas do meu "eu autor"... obrigado!!!! E vocês que leem o meu blog, o elogiam e gostam dele, muito obrigado também!!

Parece, mas esse não é o fim do dgp, certo?! Digamos que esse post seja uma pausa para uma reflexão mais profunda... superficialmente profunda! =D

P.S.1: a resposta pra pergunta do título? Sim!

P.S.2: caro Anônimo... percebeu que nesse post eu fiz algumas das coisas que você disse que odeia?! (risada diabólica mode: on) Espero resposta!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A íntegra é sempre melhor?!



Na última quarta-feira, dia 20, Maria Islaine de Morais (31) foi morta por 7 tiros disparados à queima roupa por seu ex-marido, o borracheiro Fábio Willian da Silva (30), no salão de beleza onde ela trabalhava em Belo Horizonte. A cabelereira já havia feito inúmeras denúncias à polícia, mas nenhuma delas havia surtido efeito. O assassino foi preso na tarde do dia seguinte, enquanto comprava sandálias numa loja a 271 km de Belo Horizonte.

Dias antes do assassinato, Maria instalou câmeras de segurança no salão onde trabalhava, para se sentir um pouco mais segura. Foram essas câmeras que flagraram o momento em que ela foi morta. As imagens caíram nas mãos da imprensa e foram postas no ar nos principais telejornais do país. Dois deles, o Jornal da Globo e o Jornal da Record, deram tratamentos antagônicos à elas e, sinceramente, a Globo adotou a postura mais correta nesse caso.

Entender a razão disso é muito simples. A matéria exibida na Record (e que encabeça esse post) não poupou o telespectador de cada um dos detalhes do vídeo, mostrando, inclusive, todo o trecho em que ela leva os sete tiros. Os mais observadores conseguiram, inclusive, ver em detalhes o movimento do ar e o impacto das balas que atingiram a cabeleleira, principalmente os que acertaram a cabeça, que, no impacto, moviam os seus cabelos. Só faltou ver o sangue espirrando nas paredes e escorrendo no chão! Como uma vez é muito pouco, o vídeo passou na íntegra duas vezes durante a matéria, que foi veiculada lá pelas 8 e alguma coisa da noite (eleve isso ao quadrado nos estados que não foram afetados pelo horário de verão!).

Do outro lado da arena temos a Globo, que falou sobre o mesmo assunto, inclusive mostrando o mesmo vídeo exibido na Record. Ao invés de mostrar o assassinato na íntegra, a emissora da família Marinho achou melhor exibir somente imagens estáticas dos momentos em que a mulher era baleada, narradas pela repórter que estava cobrindo o caso. O que dá pra notar aqui é a preocupação que a emissora carioca teve de não exibir imagens muito fortes para os telespectadores.

Entendeu a razão de eu achar que a Globo foi mais correta?! Eles pouparam os telespectadores dessas cenas bizarras de violência. Até eu que não me importo muito em ver esse tipo de imagem forte achei desnecessário o que a Record fez, exibindo duas vezes uma mulher sendo morta tão brutalmente. Não me entenda mal. Isso não é moralismo ou qualquer outra coisa do tipo. Se formos olhar por outro lado, a emissora da Barra Funda está certa em mostrar a imagem na íntegra, já que isso deixa a informação mais completa. Porém, como eu sei que sou o único a pensar assim, faço coro com quem mais achou aquelas imagens fortes e desnecessarias!!

Isso que a Record fez respinga um pouco no post anterior, que falava sobre sensacionalismo. Essa deve ser a razão que levou os editores da JR a colocar tais imagens no ar: tentar impressionar e conseguir alguns décimos a mais da audiência dos "carniceiros de plantão"! Só que isso pode acabar se tornando um "tiro no pé", já que as pessoas começam a ficar com medo do que é exibido no jornal, pensando duas vezes antes de colocarem naquele emissora. Tá certo que grande parte da população não liga muito pra isso, mas ainda existem pessoas que se preocupam com esse assunto. Ainda bem que esse foi um caso isolado na linha editorial do JR.

O jornalista (e consequentemente, o editor da matéria) devem ter a consciência de que nem todo o material conseguido durante a produção de uma reportagem pode ou deve ser mostrado na íntegra (ou seja, sem censura ou edição), já que algumas imagens são fortes demais para qualquer horário, além de ser uma falta de respeito com as pessoas envolvidas no caso. Concordo que o jornalismo é um território livre de algumas regras morais (se elas estivessem em vigor, muito do que o jornalismo é hoje não existiria) mas nem todas as pessoas sabem disso. Então é melhor agir com certa cautela, já que nem todo mundo interpreta do mesmo jeito as reais intenções daqueles que têm por função nos deixar bem informados. Ver um jornalista mal interpretado é uma coisa tão feia de se ver quanto certas imagens...

[fonte: R7]

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O "sensacional" sensacionalismo!

Sônia e Datena: os reis do sensacionalismo no Brasil! [Imagem: Na Telinha]

"A Hebe ainda está viva!" Essa já virou uma frase comum para a assessoria de imprensa da apresentadora do SBT, que foi internada no início desse ano com um raro câncer no peritônio (membrana que recobre os órgãos abdominais). Mas qual seria a razão para os assessores ficarem repetindo isso constantemente?! Simples: alguns setores da imprensa (cof, Sônia Abrão, cof) já estão dando a apresentadora como morta, graças a uma cobertura exagerada dos fatos, que insistem em mostrar somente o lado "negativo" e "extremamente desesperador" da noticia.

Esse, diga-se de passagem, é o trabalho dos "jornalistas" sensacionalistas que, na busca de audiência e de "falar a língua do povão", acabam derrubando tudo o que é ensinado nas salas de aula das faculdades de jornalismo.

O pior de tudo é que, apesar dos constantes apelos e reclamações para que esses tipos de programas saiam do ar ou mudem de formato, eles sempre arrumam uma maneira de se alastrar e permanecer nas programações. Não pense que programa sensacionalista é exclusividade de programação das afiliadas das grandes emissoras do país. Elas próprias têm ou tiveram programas desse tipo em suas grades, caso da Band com o "fofo" Datena e da Rede TV!, com aquele "amor de pessoa" que é a Sônia Abrão.

Exemplos desses dois em ação não faltam e estão disponíveis na internet para quem quiser ver. Em 2008, a menina Eloá foi sequestrada pelo namorado Lindemberg, num condomínio em Santo André, São Paulo. Havia muitas emissoras lá presentes, cada uma delas atrás de sua "exclusiva" ou de tentar "bater um papo" com o sequestrador e as sequestradas. Como se isso já não bastasse (e nesse ponto, tenho que bater palmas para o Datena, que se recusou a fazer isso), Sônia Abrão, no ápice de seu senso de justiça, resolveu tomar o lugar da polícia e negociar diretamente com Lindemberg a soltura de Eloá. Resultado desse circo dos horrores?! Eloá foi morta, sua amiga, Nayara, ficou ferida (ela voltou para o cárcere, depois de ter sido libertada pelo sequestrador) e a Sônia ganhou o título de assassina!

Na ocasião, um especialista de segurança disse que a atuação das emissoras que faziam a cobertura do caso e, especialmente, a atitude de Sônia "tenho 10 anos de tv" Abrão, foi extremamente criminosa e irresponsável e que todos os envolvidos deveriam ter sido processados. Ninguém foi processado e a bomba estourou na mão do Datena, graças às críticas da Sônia.

Antes que isso aqui fique muito "pró-Datena", vamos enumerar algumas das atitudes do "jornalista" da Band, que apresentou algo semelhante na Record e na emissora da Sônia. Ele faz algo que está se tornando muito comum nos vários programas iguais ao dele em todo o Brasil: uma indignação seguida de muita gritaria por parte do apresentador, brigas com outros colegas de televisão, predileção por pautas extremamente sanguinolentas e etc etc. Datena pode até ter feito escola, mas as origens desse tipo de jornalismo são muito mais remotas e conhecidas.

O "jornalismo policial" praticado no nordeste é um caso a ser estudado. Quando essa moda pegou aqui, não era nada anormal ver, em qualquer horário, tripas expostas, gente morta com um tiro enorme na cabeça e etc etc (aliás, isso ainda é comum no Recife). Além disso, uma pauta até rotineira nesses tipo de programa é... briga de vizinhos (como aquela em que uma vizinha jogava... er... sacos cheios de cocô no telhado dos vizinhos da frente, mostrado na afiliada alagoana da Record), no melhor estilo "Programa do Ratinho".

"Plantão Alagoas": leu a legenda da imagem?! Esse tipo de pauta é comum na TV nordestina. [Imagem: You Tube]

Graças a esse "show", o comportamento do público diante da violência urbana mudou assustadoramente. Não existe mais aquela resignação com o que aconteceu. Agora, os curiosos se aglomeram ao redor do corpo e ficam se estapeando pra aparecer por cima do ombro dos "repórteres", gritando e fazendo sinais de torcidas organizadas. Pior ainda é o "tratamento melodramático" que as matérias recebem, com iluminação que ressalta o clima do ambiente e músicas que remetem ao sobrenatural e ao medo. Sinceramente, eu não sei se tenho mais medo do que está sendo mostrado na matéria ou da equipe de reportagem e edição da mesma (ó, duvida cruel!).

Onde eu quero chegar com essa história toda?! Simples. A programação de nossa TV é constantemente criticada por conta de não apresentar mais aquele nível cultural de antigamente. A princípio, essas críticas são todas dirigidas aos programas de entretenimento, mas também deveriam valer para esse pseudojornalismo, que insiste em infestar as salas das casas dos brasileiros. Pense bem: se uma história fictícia pode influenciar as pessoas, por que razão uma história real também não pode?! Ela é imune por acaso?! Nós precisamos nos livrar desses "profissionais" que se especializaram em avacalhar o verdadeiro jornalismo (um detalhe: aqui em Maceió, pelo menos, se você conseguir encontrar nas redações desses "jornais policiais" dois formados em jornalismo, você ganha um... um... er... minha admiração!!!). Como els já estão incrustados na cultura popular, pode apostar que mandar todos eles "pr'aquele lugar" não vai ser nada fácil. Dammit!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Internet: ainda bem que ela existe!

Palácio do presidente haitiano destruído após o terremoto: primeiras informações chegaram pela internet.

No dia 12 de janeiro, o Haiti, um dos países mais pobres das Américas, foi vítima de um terremoto, que atingiu grau 7 na escala Richter (que vai de 1 a 9) e destruiu boa parte do país. Nem os prédios do governo (como a sede da presidência do país, mostrada na imagem acima) resistiram ao abalo, que, segundo estimativas, matou mais de 50 mil pessoas (entre elas a doutora brasileira, Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança) e deixou outras 250 mil feridas. Esses números podem, a princípio, parecerem grandes, mas ainda são estimativas. Quando uma contagem for feita (se for feita), eles podem subir a níveis muito mais assustadores.

Assim como aconteceu no Irã, onde rebeldes noticiavam o que estava acontecendo no país através do Twitter, as primeiras informações sobre esse terremoto chegaram através da internet. Os que dispunham de conexão, trataram logo de publicar vídeos e imagens na rede. Apesar de estarem numa qualidade muito baixa (a princípio), já era possível ver a desolação em que os haitianos se encontravam. Esses vídeos e imagens foram aproveitados na grande imprensa logo que surgiram e, através deles, os parentes das pessoas que estavam no país tiveram um ponto de partida para começar a procurar informações.

Muitas pessoas costumam criticar e até ter um certo receio sobre a internet e suas aplicações na vida diária, alegando que na rede só se encontra baixaria, pornografia e, como diria minha vó "o que não deve". Essa é uma visão minimalista demais, já que, nas mãos certas e com o propósito correto, a internet pode ser uma ferramenta mais útil que canivete suíço. Esqueça a obviedade de "procurar conhecimento e conhecer novos amigos". Essa até poderia ser a única função da web para alguns (aposto que você conhece alguém que pensa assim), mas, na verdade, nós só vemos a verdadeira "aura" da rede nessas horas, em que ela diminui as distâncias em prol de algum bem comum, como no caso do Haiti, em que as pessoas estão buscando informações sobre seus parentes, se mobilizando para ajudar os necessitados ou somente para informar ou se manter bem informadas sobre o ocorrido.

Eu não vou me estender mais sobre esse assunto (que é piegas até o último fio de cabelo!), já que, salvo engano, essa é a 5ª vez que falo sobre isso nesse blog. Só me resta dizer que os críticos da internet deveriam rever seus conceitos e admitir de uma vez que esse ódio pela rede nasceu por conta de serem todos uns "analfabytes", como diria Antônio "Carga Pesada" Fagundes. Posso dizer isso por experiência própria: meus pais falavam muito mal da "www". Depois que foram apresentados ao Orkut, as coisas mudaram e já estão mais viciados que a viciada da minha irmã! Se você usa a internet para qualquer propósito que não os elogiados aqui, não se sinta menosprezado! Mesmo assim você é uma pessoa consciente do poder unificador que a web tem! Aliás, em nosso país muitos já têm essa consciência. Agora só falta a colocarem em prática! Melhor, só falta o governo dar as condições para que essas pessoas possam entrar em ação. Percebeu?! Isso rende assunto pra um outro post...
 
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